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PEDAGOGA - especialização em PSICOLOGIA ESCOLAR - Coordenação Josefina Castro e PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA, INSTITUCIONAL E HOSPITALAR - Coordenação da Pp - profª Genigleide da Hora - Mestranda em Educação Inclusiva.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

I SEMINÁRIO DO PROJETO PSICOPEDAGÓGICO NAS ESCOLAS DO CAMPO

ESTILOS DE APRENDIZAGEM E INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS: reconhecer para amenizar as Dificuldades de Aprendizagem.
Logo do Projeto Pp nas Escolas do Campo - criado pela minha filha linda!! Ravenna Oliveira.







JUSTIFICATIVA
A realização do I Seminário do Projeto Psicopedagógico nas Escolas do Campo justifica-se pela viabilização de momento reflexivo em que socializa-se os conhecimentos e experiências, bem como procura junto aos educadores e educadoras novas possibilidades de ensinar e aprender que atendam às autenticas necessidades do ser humano, valorizando, assim, suas potencialidades. 
OBJETIVO
Socializar com os educadores e educadoras os estilos de aprendizagem e as Múltiplas Inteligências, no intuito de que estes reconheçam em seus educandos, com maior facilidade, habilidades que, consequentemente, amenizam as dificuldades de aprendizagem.

PÚBLICO ALVO
Educadores, Educadoras e Coordenadores das Escolas
do Campo de Itabuna.


Local: Escola Alice Monteiro
Data: 25 de maio de 2012.
 Horário: das 08:00h às 13:00h

 
PATROCINADORES E PARCEIROS

                             
     
                          Loja Shakirenses

OUTRAS FOTOS NESSES LINKS - será necessário que tenham FACEBOOK ou visualizem com um amigo que possua.

O ESPAÇO PARA POSTAR FOTOS NO BLOG É MUITO PEQUENO!

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quinta-feira, 14 de junho de 2012

A SEMENTE DO SUCESSO

Mensagem para reflexão encaminhada por e-mal
 


Por Autor Desconhecido

Um empresário bem-sucedido sabia que era tempo de escolher um sucessor para liderar seus negócios. Ao invés de designar um dos diretores ou um de seus filhos, ele reuniu os jovens executivos de sua empresa e lhes disse: “Chegou o momento em que devo escolher o próximo CEO. Decidi escolher um de vocês”. 

Os jovens executivos ficaram surpresos, mas o CEO continuou: “Eu vou dar a cada um de vocês uma semente hoje – uma semente muito especial. Plantem-na, reguem-na e daqui a um ano tragam-me o que vocês cultivaram a partir dessa semente. Eu vou julgar as plantas que vocês me trouxerem e escolher o próximo CEO”. 

Um deles, Jaime, entusiasmado, contou o plano à esposa. Ela o ajudou a encontrar um vaso, terra e adubo e plantou a semente. Todos os dias, ele a regou e observou para ver seu crescimento. Em pouco tempo os executivos começaram a falar sobre suas plantas que começavam a crescer. 

Jaime continuou a checar sua semente, mas nada germinava. Passaram-se semanas e nada. Todos os outros falavam de suas plantas, mas Jaime não fizera a sua germinar e sentia que tinha fracassado. Seis meses se passaram e nada ainda surgira no seu vaso. Ele concluiu que tinha matado sua semente, mas não disse nada aos colegas. 

Ele continuou a regar e adubar o solo e queria desesperadamente que a semente germinasse. Quando findou o ano, os executivos foram instruídos a levar suas plantas para serem inspecionadas pelo CEO. Jaime disse à esposa que se recusava a levar um vaso sem nada, mas ela insistiu para que ele fosse honesto sobre o que tinha acontecido. Seria o momento mais embaraçoso por que ele já passara, mas ele sabia que a esposa estava certa. 

Jaime levou seu vaso sem planta para a sala de reunião. Quando chegou, a variedade de plantas que os outros executivos tinham cultivado o deixaram surpreso. Eram lindas e de vários formatos e tamanhos. Quando colocou seu vaso sem planta no chão, muitos de seus colegas riram. 

O CEO chegou e Jaime tentou se esconder no fundo da sala. “Ora, que plantas, árvores e flores maravilhosas vocês cultivaram”, disse o CEO. “Hoje um de vocês será designado o novo CEO!” Foi então que ele notou Jaime e o convidou para ir à frente com seu vaso sem planta. 

Jaime estava apavorado. “O CEO sabe que sou um fracasso! Talvez ele vá me despedir!”- pensou. O CEO perguntou o que acontecera com sua semente. Jaime explicou que, apesar de seus esforços, nada germinara. O CEO voltou-se para o grupo e mandou que todos se sentassem, menos Jaime. E olhando para ele, anunciou: “Olhem para o seu novo CEO! Seu nome é Jaime!”.

O CEO, então, explicou: “Há um ano eu dei a cada um desta sala uma semente. Eu lhes disse para plantá-la, regá-la e trazê-la de volta após um ano. Mas eu dei a todos vocês sementes que tinham sido fervidas; não era possível que germinassem. Todos vocês, exceto Jaime, trouxeram plantas e flores saudáveis. Quando descobriram que a semente não germinava, vocês a substituíram por outra. Jaime foi o único com coragem e honestidade para me apresentar um vaso com a minha semente. Portanto, ele será o único a ser escolhido o novo CEO”.
Alguém disse: "Se você plantar honestidade colherá confiança. Se plantar humildade, colherá grandeza. Se plantar perseverança, colherá satisfação. Se plantar trabalho duro, colherá sucesso. Se plantar perdão, colherá reconciliação. Se plantar fé, colherá uma safra. Portanto, seja cuidadoso com o que planta hoje; isso determinará o que você colherá amanhã".
 
"A pessoa honesta anda em paz e segurança, mas a desonesta será desmascarada" - Provérbios 10.9.  
"As pessoas direitas são guiadas pela honestidade. A perversidade dos falsos é a sua própria desgraça" - Provérbios 11.3.

 Questões Para Reflexão ou Discussão 

 1. Enquanto você lia esta parábola, que pensamentos lhe vieram à mente?
2. Você acha que o plano do CEO para achar seu sucessor foi justo e sábio?
3. O que você teria feito no lugar de Jaime?
4. O final deste Maná inclui uma lista de vários traços de caráter que podem ser plantados para produzir certo tipo de colheita. Que qualidades você pode plantar para que sejam benéficas no seu meio profissional ou empresarial? 

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas com o tema, sugerimos: Provérbios 11.2; 12.17,19; 16.11; 18.12; 19.5; 21.6; 22.4; 24.26; 25.6-7; Hebreus 13.17-18.

 Medite:  "Pais que levam seus filhos à IGREJA, não vão buscá-los na CADEIA”.

sábado, 9 de junho de 2012

A CRIANÇA E O MEDO!!



http://mundinhodacrianca.blogspot.com.br/2009/04/crianca-e-o-medo.html

Alarme!

O medo é uma reação natural, quando nos encontramos em situações que podem tornar-se perigosas. O suor, o aumento do ritmo cardíaco e respiratório, a tensão muscular, etc., preparam-nos para reagir perante uma situação inesperada. As crianças, quando sentem medo ou temor de alguma coisa, reagem chorando ou gritando. Desta forma chamam a atenção dos adultos, que são os que se encarregarão de fazer frente a um possível perigo. A reação dos adultos é muito importante para elas, visto que eles são o modelo a seguir.
Assim, elas veem que diante de algumas coisas que lhes pareciam terríveis, tais como um petardo ou um trovão, os adultos estão tranquilos e chegam mesmo a rir-se: veem que não se trata de um perigo terrível, de modo que podem acalmar-se, porque os adultos, que são os responsáveis pelo seu bem-estar, não têm medo. Perante situações perigosas, há que ensiná-las a ser prudentes, mas sempre com reações proporcionais ao tipo de perigo que aquelas situações representam.

Lista de medos

Cada criança é única; por isso, as coisas que assustam as crianças e a idade em que cada medo se manifesta variam muito de criança para criança, e até mesmo de uma cultura ou esfera social para outra. Ainda assim, regista-se uma relação muito generalizada entre a idade e o aparecimento de determinados medos. A lista seguinte pode servir como orientação:
* Até um ano de idade, as crianças pequenas têm medo dos estímulos intensos e de tudo o que é desconhecido para elas, como, por exemplo, as pessoas. O medo das pessoas desconhecidas, em geral, diminui até ao ano e meio de idade.
* Entre os 2 e os 4 anos surge o medo das trovoadas, dos animais e das catástrofes. Essa também costuma ser a idade em que as crianças começam a ter medo do escuro, medo esse que normalmente desaparece até aos nove anos.
* Entre os 4 e os 6 anos aparece o medo dos monstros imaginários, como as bruxas e os fantasmas e o medo da separação dos pais.
* Entre os 9 e os 12 anos os medos distintos estão mais relacionados com as coisas do cotidiano, tais como os acidentes, as doenças, os conflitos com os pais, o insucesso escolar, etc.

Que podemos fazer para prevenir o medo

É muito importante vigiar o tipo de modelo que representamos diante das crianças, uma vez que este é o primeiro exemplo de comportamento que elas conhecem. Em face de um perigo real, há que educá-las para que sejam prudentes, evitando, contudo a superproteção. A aprendizagem pode comportar certo grau de temor: conhecer gente nova aproximar-se de um animal desconhecido, subir umas escadas especialmente altas… Diante de qualquer situação desconhecida, a criança pode sentir um pouco de medo. É enfrentando esse temor que se aprende e se assume que se é capaz de dominá-lo. Por outro lado, é muito importante não utilizar o medo como ferramenta educativa: ameaçar uma criança com um monstro que virá se ela não se portar bem, fechá-la num quarto às escuras, etc.

O que devemos fazer face ao medo

Quando uma criança se sente atemorizada, devemos evitar rir-nos dela ou do seu medo. Há que desdramatizar a situação, mas tendo sempre em atenção que isso está a assustar a criança. Não devemos compará-la com outras crianças que não têm medo, nem falar diante de terceiros dos medos da criança e de como isso nos preocupa. Também não devemos obrigar a criança a enfrentar de forma brusca aquilo que ela teme nem ameaçá-la e lembrar-lhe o seu medo. Ao fim e ao cabo, não temos que dar uma importância excessiva ao medo infantil, mas devemos isso sim, respeitar o que a criança sente e evitar ridicularizá-la sozinha ou em frente de terceiros.

Quando o medo se torna demasiado grande

Às vezes é difícil para os pais determinar quando um medo infantil requer alguma forma de terapia. Nestas idades, as reações das crianças podem ter a intensidade suficiente para nos fazerem duvidar da sua “normalidade”. Para diagnosticar se um medo se transformou em fobia, há que ter em conta a idade da criança e o tempo de persistência do temor. Em caso de dúvida, se se notar que a criança sofre e que o temor afeta a sua vida cotidiana, poderá procurar-se o aconselhamento profissional de algum especialista.

Conclusão

Sentir medo ante diferentes estímulos faz parte dos sentimentos humanos, independentemente da idade que tivermos. Aprender a superar o medo é uma capacidade que a criança pode começar a criar desde muito pequena: quanto mais compreensão e confiança tiverem com ela (e ela conosco), tanto mais fácil será enfrentar aquilo que lhe causa medo. E este expediente continuará a aplicar-se durante a idade adulta. Não se trata apenas de superar o medo, mas sim de estabelecer as estratégias para que cada um o consiga fazer.
Núria Roca
O medo, do mais medroso ao mais corajoso
Porto, Ambar, 2003
adaptado

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A MEMÓRIA DOS NEURÔNIOS





BOA TARDE COLEGAS!!

LEMBRAM QUANDO COMPARTILHAMOS DURANTE O NOSSO SEMINÁRIO DO PROJETO Pp NAS ESCOLAS DO CAMPO, A INFORMAÇÃO DE QUE OS NEURÔNIO NÃO MORREM POR CONTA DA IDADE? 

ENTÃO AÍ ESTÁ UMA DAS FONTES DE PESQUISA!! 

SALVO AQUELES COM NEUROPATOLOGIAS, TODO ESTÍMULO É VÁLIDO PARA A SAÚDE MENTAL DE QUALQUEER PESSOA.

VEJAM O ARTIGO NA ÍNTEGRA.

http://drauziovarella.com.br/wiki-saude/a-memoria-dos-neuronios/


MAIS INFORMAÇÕES??!! VEJAM NESSE OUTRO LINK

 
Somos muito apegados à vida. Salvo nas crises de depressão psicológica grave, desistir ativamente de viver é acontecimento raríssimo. Embora alguns jurem que se perderem as pernas, a visão, um ente querido ou se tiverem uma doença incurável preferirão morrer, quando tais eventos ocorrem, rapidamente mudam de idéia.
Como médico, acompanhei inúmeros pacientes que enfrentaram situações típicas daquelas em que costumamos dizer: “Se isso acontecesse comigo, eu queria morrer!” Em quase trinta anos de cancerologia, no entanto, ouvi tal pedido apenas três vezes. Não me refiro, é lógico, às súplicas inconsequentes dos momentos de dor lancinante, cansaço extremo ou gripe forte, como chegam a fazer os mais dramáticos. Falo de três pessoas lúcidas, sem dores ou outra aflição aguda, que se sentaram diante de mim para dizer: “Doutor, chega, por favor”. Ainda assim, a esse pedido seguiram-se vários dias de hesitação e arrependimento, nos três casos.
A intensidade do apego à existência tem raízes evolucionistas. Nos 3,5 bilhões de anos em que a vida caminhou pela Terra até nascermos você e eu, nossos antepassados competiram ferozmente pelas reservas alimentares, cresceram e multiplicaram-se. No decorrer desse tempo, milhões de gerações de indivíduos que lutaram com mais determinação pela sobrevivência deixaram mais descendentes, e esses herdaram as características genéticas dos pais. Por isso, agarrar-se à vida a qualquer preço é característica fundamental de todas as espécies que habitam o planeta.
Há, entretanto, algumas situações humanas em que a lei da sobrevivência a qualquer preço talvez não mereça ser respeitada, na visão da maioria. É o caso da deterioração do sistema nervoso central. Poucos de nós encontraríamos justificativa para viver numa cama, com descontrole esfincteriano, na dependência total dos outros, sem reconhecer os filhos ou entender qualquer palavra ao redor, para sempre. E, pior, sem condições físicas sequer para dizer: “Chega, pelo amor de Deus”.
Expectativa de vida
O século 20 trouxe um aumento da expectativa de vida ao nascer, sem paralelo na história da humanidade. Em 1900, a média de vida na Europa desenvolvida era 45 anos. Hoje, está por volta de 80 em diversos países. Nos 5 milhões de história do Homo sapiens, jamais aconteceu tal feito: em apenas 100 anos, quase dobrar a vida média da espécie. Esse recorde nos deixa curiosos: quanto viverão nossos filhos? E os netos, então?
No momento, duas linhas de pensamento dividem a ciência:
1) A primeira acha que existe limite de duração para o corpo humano. Para eles, a vida média da população nos países industrializados vai ficar ao redor de 85 anos.
Chegaram a essa conclusão analisando os índices de mortalidade associados às principais doenças modernas. A conclusão foi pessimista: nem acabando com as mortes por câncer, doença cardiovascular e diabetes, a média de vida da humanidade ultrapassaria 95 ou 100 anos.
2) Para o segundo grupo, não há limite inerente à duração da vida humana. Contando com os avanços científicos que virão, uma criança nascida hoje poderá viver 100 ou 110 anos; talvez mais.
A discussão entre as duas correntes está longe de acadêmica; dela depende o futuro das políticas sociais dos países. Nos Estados Unidos, em 1990, para cada 100 trabalhadores de 18 a 64 anos, havia 20 aposentados com mais de 65 anos. Se as projeções estiverem corretas, com o aumento da longevidade, os mesmos 100 trabalhadores terão que pagar aposentadoria para 36 aposentados, em 2050.
Vamos admitir a hipótese de que as previsões mais otimistas estejam corretas: que possamos viver mais de 100 anos e receber regularmente nossos salários mensais. Nesse caso, será fundamental investirmos na melhora da qualidade de vida na velhice. Para tanto, podemos reduzir o número de calorias ingeridas, aumentar a atividade física e evitar muitas doenças preveníveis. Mas, como preservar a memória e a agilidade intelectual? Como manter a integridade do sistema nervoso central se é sabido que os neurônios morrem à medida que envelhecemos?
A resposta virá depois de uma explicação de ciência básica.
A morte dos neurônios
Em 1955, H. Brody publicou, em Nova York, o primeiro estudo que deu suporte à convicção de que os neurônios são destruídos com o passar dos anos. Tomou 20 cérebros de indivíduos cujas idades variavam entre alguns meses e 95 anos. Fez cortes histológicos desses cérebros, corou-os com uma substância que deixa os neurônios bem visíveis e contou-os numericamente. Brody encontrou perda significante de neurônios com a idade, inclusive em áreas essenciais para manter a capacidade de planejamento e em centros que controlam a percepção de estímulos sensoriais.
Estudos posteriores mostraram que no córtex cerebral, estrutura sem a qual não haveria por que termos orgulho da condição humana, até 40% dos neurônios desaparecem com a idade. Em centros ligados à gênese e controle das emoções, a perda atingiria 25% a 50%.
Com o advento das técnicas mais modernas para obtenção de imagens radiológicas, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, foi possível a obtenção de radiografias nítidas do sistema nervoso central. Empregando essa tecnologia, diversos autores documentaram redução do volume cerebral com a idade.
Em 1992, S. Rapoport, do National Institute on Aging, estudando ressonâncias magnéticas cerebrais de homens de diferentes idades, concluiu que o volume total do cérebro diminui 10% nos homens com mais de 60 anos, quando comparado com o grupo de 25 anos ou menos. Rapoport e seu grupo afirmaram que as imagens obtidas sugerem redução das dimensões da massa cinzenta, camada cerebral onde se situam os corpos dos neurônios (os neurônios parecem aranhas, com um corpo central e muitas patas compridas, chamadas axônios, que estabelecem conexões à distância com outros neurônios).
Estudo semelhante conduzido por M. de Leon na Universidade de Nova York, comparando imagens cerebrais de jovens de 20 a 30 anos, com as de adultos de 60 a 70, mostrou que a redução de volume, embora pequena, era significante e comprometia não só a massa cinzenta, mas também a branca, situada mais internamente e que contém os axônios.
Essas evidências experimentais explicam a deterioração neurológica progressiva de grande parte das doenças da senectude: Alzheimer, demência senil, Parkinson e tantas outras. O que não conseguem explicar são os casos dos idosos lúcidos. A perda de tantos neurônios afetou a qualidade dos contos de Jorge Luís Borges? Os quadros de Matisse?
Embora não explicasse a velhice inteligente, a teoria da morte continuada dos neurônios forneceu as bases anatômicas para a impressão geral de que a idade estaria irreversivelmente ligada ao descontrole motor, à perda da memória e do controle emocional.
A vida dos neurônios
A teoria da morte inexorável foi seriamente contestada, pela primeira vez, por H. Haug, da Universidade de Lübeck, na Alemanha. Num estudo com 120 cérebros, Haug fez uma observação simples: o tecido cerebral encolhe, quando cortado e corado para os exames de rotina no microscópio. E mais, o tecido jovem encolhe mais do que o velho. A partir daí, Haug desconfiou de que as ideias anteriores poderiam estar incorretas: se esticarmos uma borracha contendo dez alfinetes, eles vão parecer mais separados do que se deixarmos a borracha contrair. Com a densidade dos neurônios aconteceria a mesma coisa: nas lâminas de tecido cerebral infantil, mais retrátil, os neurônios apareceriam mais próximos, concentrados. No velho, tecido menos retrátil, neurônios mais separados, densidade menor.

A partir da publicação desse trabalho, em 1984, a conclusão de que a idade estaria irreversivelmente associada à perda neuronal sofreu o primeiro abalo: talvez fosse devida a mero artefato histológico.


O achado instigou a curiosidade dos neurocientistas. Nos anos que se seguiram, vários laboratórios se dedicaram ao estudo da questão, alguns procurando desenvolver métodos de processamento do tecido nervoso que evitassem o “encolhimento”; outros tentando corrigir os erros de medida provocados por esse fenômeno. Os resultados foram conflitantes até que, em 1987, ocorreu o segundo abalo na teoria da morte neuronal obrigatória.


Nesse ano, o grupo de R. Terry, da Universidade da Califórnia, mostrou que havia outro problema com os trabalhos que serviram de base para a crença na morte de neurônios: os cérebros mais velhos empregados nos primeiros estudos, seriam realmente de idosos sadios ou haveria casos de Alzheimer e demência senil entre eles, doenças definitivamente associadas à perda de células cerebrais?


O argumento do grupo de Terry era consistente: à época da publicação daqueles estudos iniciais, os métodos para caracterizar essas patologias cerebrais eram antiquados, muito menos sensíveis do que os modernos. Sem perceber, os pesquisadores teriam incluído idosos já doentes em seu material, influenciando os resultados finais.


Para demonstrar que estavam certos, Terry e seu grupo estudaram 51 cérebros de pessoas consideradas normais, depois de submetê-las a uma bateria exaustiva de testes de avaliação da capacidade intelectual. Encontraram diminuição no número de neurônios longos, com a idade. Em compensação, notaram um aumento dos curtos. Os neurônios encurtam, mas não morrem, concluíram.


No mesmo ano, Coleman e Flood publicaram uma revisão rigorosa dos trabalhos anteriormente publicados e concluíram que a teoria da morte dos neurônios com a idade havia sido estabelecida com base em trabalhos experimentais que apresentavam problemas técnicos capazes de comprometer as conclusões finais.


Com o advento de técnicas tridimensionais, mais precisas para a contagem de neurônios, diversos pesquisadores demonstraram que o envelhecimento não está associado à perda inevitável de neurônios, salvo em condições patológicas:
1) A. Peters e M. Moss da Universidade de Boston estudaram os cérebros de macacos rhesus, espécie de macacos com organização social caracterizada por rígida hierarquia e machos-dominantes ditatoriais. Em mais de dez anos de pesquisas, nas quais foram contados neurônios em áreas cerebrais ligadas à visão, controle motor e resolução de problemas complexos, os autores não conseguiram demonstrar que houvesse perda significante de neurônios com a idade.

Em artigo publicado na revista Science, em 1996, Peters afirmou: “Quando começamos a estudar os macacos, assumimos que haveria perda de neurônios do córtex cerebral, com a idade. Levou muito tempo para descobrirmos que não há”.
2) Nos últimos 20 anos, J. Morris e L. Berg, da Universidade de Washington, estão acompanhando 200 pessoas idosas que eram saudáveis ao entrar no estudo. Anualmente, os pesquisadores testam as habilidades cognitivas de cada indivíduo e entrevistam seus familiares na tentativa de identificar sinais precoces de demência senil. Quando os participantes do estudo morrem, os pesquisadores examinam o tecido cerebral e contam os neurônios presentes numa área cerebral crítica para a retenção da memória. Em pessoas com idades de 60 a 90 anos, os autores não foram capazes de demonstrar diferenças no número de neurônios presentes nessa área.

Em contraste, estudos da mesma área conduzidos entre portadores de doença de Alzheimer avançada mostram perdas de até 65% dos neurônios e, em casos de demência senil, 50%. Esses números deixam claro que nas doenças neurodegenerativas a perda de neurônios está definitivamente associada às deficiências neurológicas que as caracterizam.
3) Em 1993, o grupo de M. Albert, de Harvard, analisou as ressonâncias magnéticas cerebrais de 70 indivíduos saudáveis de diferentes idades. Comparando as dimensões das diversas áreas cerebrais entre indivíduos com idade de 30 a 80 anos, os autores não encontraram diferença nas dimensões da substância cinzenta e apenas 8% de redução no volume da substância branca dos mais velhos. Na conclusão do trabalho Albert diz: “Pensava-se que nós perdíamos neurônios cada dia de nossas vidas. Isso não é verdade”.
Perda da memória
Embora não pareça haver perda significativa de neurônios nos circuitos do hipocampo (estrutura situada profundamente, no meio do cérebro, crucial para a estruturação da memória), com a idade surgem deficiências funcionais nesses circuitos. Testes de aprendizado aplicados em roedores e primatas não humanos deixam claro existir redução na capacidade de reter informações, à medida que o animal envelhece.
Trabalhos recentes, empregando a melhor tecnologia disponível, confirmam a existência de fenômeno semelhante nos seres humanos. A conclusão é coerente com a impressão popular de que os velhos têm dificuldade progressiva para lembrar de fatos recentes, embora muitas vezes nos surpreendam pela lembrança detalhada de acontecimentos remotos.


Os estudos atuais mostram que há distinção clara entre o déficit associado ao envelhecimento “normal”, e aquele que representa manifestação inicial da doença de Alzheimer, por exemplo. A diferença mais importante é a de que as pessoas idosas saudáveis são capazes de reter novas informações, embora possam apresentar retardo para gravá-las na memória. Nos casos patológicos, em que ocorre perda substancial de neurônios, como vimos na doença de Alzheimer e demência senil, surge incapacidade progressiva e irreversível para memorizar informações recém-adquiridas.


Se não ocorre perda significante de neurônios no caso do envelhecimento “normal”, como se explicaria, então, a falta de memória de que tantas pessoas se queixam?
É provável que a perda de memória associada à maturidade seja consequente a um longo processo multifatorial:
1) O processo de aprendizado envolve circuitos de neurônios que se conectam a partir de diferentes centros cerebrais. Para aprender um caminho novo através das ruas de uma cidade, é preciso captar as imagens no lobo temporal, centro da visão, integrá-las com os circuitos de neurônios ligados à percepção tridimensional do espaço, à função coordenadora do cerebelo e com a circuitaria do lobo frontal, onde a informação será processada para se tornar consciente.

Os neurônios não estão ligados uns nos outros como os fios elétricos: suas terminações não se tocam, ao contrário, deixam um espaço livre microscópico, entre um axônio e outro, chamado sinapse. Na sinapse, são liberados íons e os mediadores químicos necessários para a condução do estímulo, que corre numa velocidade vertiginosa, medida em milissegundos.


A preservação desse mecanismo implica não apenas a estimulação adequada nas fases de desenvolvimento cerebral, como o uso continuado pelo resto da vida. A transmissão de estímulos nervosos envolve mediadores químicos liberados num dos terminais da sinapse e receptores que os captam na outra. É um processo que depende de treinamento para ser conservado. Quanto mais repetido for ele, maior o repertório que poderá ser gravado na memória.


O ato repetitivo explica por que velhos atores são capazes de memorizar textos enormes, enquanto pessoas muito mais jovens não conseguem guardar um simples recado telefônico.
2) É importante lembrar, que a perda de memória está muitas vezes ligada ao número de bits armazenados. Uma criança que conviva com trinta pessoas terá menor probabilidade de esquecer o rosto de uma delas, do que um adulto de esquecer um rosto entre milhares de outros.

No mundo moderno, boa parte das queixas de falta de memória das pessoas maduras está relacionada com o fluxo de informações. Calcula-se que o número de informações acumuladas no cérebro de um homem de 50 anos seja pelo menos três vezes maior do que o contido no cérebro de um rapaz de 25. Tal fato dá ideia da dificuldade que os neurocientistas encontram para desenvolver testes de avaliação de memória que possam ser aplicados nas diversas faixas etárias.
3) Mesmo sem morte de neurônios, a memória pode se deteriorar em razão de outras alterações neurológicas.

O grupo de A. Peters, da Universidade de Boston, estudando cérebros de macacos rhesus verificou que nos macacos mais velhos, a mielina (camada que envolve as terminações nervosas como a capa dos fios elétricos) apresentava sinais de degeneração não encontrados nos jovens. Quanto mais intensa a desmielinização encontrada, maior o déficit das funções cognitivas do animal. Os neurônios precisam estar bem encapados para funcionar direito.


Em 1995, L. Callahan demonstrou que com a idade pode ocorrer mudança na morfologia das sinapses (espaço livre entre os terminais de dois neurônios), alterando a condução do estímulo mesmo em neurônios aparentemente íntegros.


J. Morrison e colaboradores do Mount Sinai, em Nova York, mostraram que pequenas diminuições na concentração de receptores (moléculas que captam sinais químicos) existentes nas sinapses podem provocar deficiências importantes da memória com a idade.


O grupo de A. Arnsten, de Yale, demonstrou com elegância que não só essa perda de receptores, mas também a de neurotransmissores, como a dopamina e acetilcolina (moléculas que transmitem sinais entre neurônios), pode estar associada às dificuldades de memorização dos mais velhos.
4) O decréscimo na produção de estrógeno característico da menopausa interfere com os eventos neurológicos que conduzem às deficiências cognitivas e de memória (esse é um dos argumentos mais fortes dos defensores da reposição hormonal para as mulheres). No homem, a relevância dos hormônios nesses déficits, embora pouco clara, não deve ser menos importante.
A memória do futuro
O dogma de que os neurônios morrem a cada dia que passa parece abandonado na neurociência atual. Se essas células não são destruídas com o tempo, a deterioração progressiva da inteligência e da motricidade não é obrigatória na velhice.

A circuitaria de neurônios envolvida no mecanismo de memorização tem sido mapeada com rigor. As moléculas responsáveis pela transmissão e recepção de sinais entre neurônios começam a ser conhecidas e manipuladas. Os genes que codificam muitas delas já podem ser clonados e inseridos em bactérias-escravas para produção industrial. Em alguns anos, muitas deficiências cognitivas tradicionalmente associadas à idade poderão ser prevenidas, tratadas com eficácia, ou adiadas por 10 ou 20 anos. Quem sabe?


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domingo, 3 de junho de 2012

O VALOR DE NOSSOS PAIS...

Foi encaminhado por e-mail por uma grande Educadora, Dra. Josefina Castro. Saudade grande de você professora!
Desconheço o autor. (Se alguém souber, nomeie-o, por favor, pois é merecedor de todos os créditos).



O valor de nossos pais...
Um dos mais bonitos textos sobre educação familiar que já li... leitura obrigatória para nós pais e, principalmente, para os filhos.


Um jovem de nível acadêmico excelente candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.

Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última entrevista e tomou a última decisão.

O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.

O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?" o jovem respondeu "nenhuma".

O diretor perguntou, "Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades.”

O diretor perguntou, "Onde trabalha a tua mãe?" e o jovem respondeu, "A minha mãe lava roupa.”

O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.

O diretor perguntou, "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?", o jovem respondeu, "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu.”

O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltares, vais e limpa as mãos da tua mãe, e depois vens ver-me amanhã de manhã.”

O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.

O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escore-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões em suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.

Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.

Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?”

O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram.”

O diretor pediu, "Por favor, diz-me o que sentiste.”

O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar.”

O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado.”

Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver- se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro. Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vai sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?

Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.

Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?