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Quem sou eu
- Angela Meirice
- PEDAGOGA - especialização em PSICOLOGIA ESCOLAR - Coordenação Josefina Castro e PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA, INSTITUCIONAL E HOSPITALAR - Coordenação da Pp - profª Genigleide da Hora - Mestranda em Educação Inclusiva.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Diga SIMPI!: O SIMPI apóia a greve dos professores estaduais!
Diga SIMPI!: O SIMPI apóia a greve dos professores estaduais!: A greve dos professores das escolas estaduais da Bahia completa um mês nesta quinta-feira com um forte impasse entre o governo Jaques Wagn...
domingo, 6 de maio de 2012
IDEIAS DE RECICLAGEM - Educação Ambiental como instrumento de intervenção psicopedagógica
GNOSIOLOGIA E AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM - Abordagem de Jorge Visca
| Gennnnnnttteeeee!!
Foi muito bom. Não há cansaço que resista a tantas
informações importantes
|
| Esse artigo logo abaixo retrata com muita clareza o que estudamos nesse sábado |
Outras fotos nesse link
EPISTEMOLOGIA CONVERGENTE: UMA PROPOSTA DE JORGE
VISCA
Digelza
Flávia Câmara Lassalvia
http://supervisaopsicopedagogica.com.br/?p=10
Jorge Visca (1935 a 2000), nasceu na Argentina e graduou-se
em Ciências da Educação e Psicologia Social. Desenvolveu importantes
estudos, durante a jornada acadêmica, tanto em seu país, como no
exterior. No Brasil notabilizou-se por haver contribuído na formação
da primeira geração de psicopedagogos. Esse fato tem como alicerce a
experiência adquirida em sala de aula, como professor, em escolas do ensino
fundamental e médio, na Argentina, propiciando-lhe uma ampla compreensão
dos problemas de aprendizagem.
Foi um dos primeiros psicopedagogos que se preocupou com a epistemologia
da psicopedagogia, e isto o levou a estudar o processo do aprender, desde
os movimentos iniciais de comunicação entre o professor e o aluno, até chegar
ao processo da aquisição da aprendizagem. Questionou o porquê algumas
pessoas compreendem facilmente uma informação e outras as interpretam de
uma maneira totalmente diferente ou erroneamente. Como o sujeito da
aprendizagem pode perceber a dinâmica desse processo? Como
o professor/psicopedagogo pode contribuir para a aprendizagem,
considerando as diferenças individuais?
Ofereceu
cursos e supervisões na área da Psicopedagogia, em vários pontos do país e no
exterior, ajudando a formação e especialização desses profissionais. Fundou o
Centro de Estudos Psicopedagógicos de Buenos Aires, em 1977, e mais
tarde, no Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba. Ainda em 1980, participou
da criação da Associação de Psicopedagogos de São Paulo, e, 1985, da Associação
Brasileira de Psicopedagogia.
Experiências
significativas realizadas em sua militância acadêmica culminaram com a criação
da Epistemologia Convergente (1965), considerada um método clínico,
destinado ao processo de Diagnóstico e Intervenção, para diferentes faixas
etárias.
O paradigma
da Epistemologia Convergente está fundamentado em três linhas teóricas: a
Psicanálise, a Psicologia Social e a Epistemologia Genética. Os principais
representantes da primeira linha teórica foram Ana Freud e Melanie
Klein que se dedicaram a estudar crianças e, posteriormente, adolescentes
focalizando as questões do inconsciente e suas representações. Na segunda linha
teórica, Jorge Visa fundamenta-se em Pecho Riviera, que considera o
estabelecimento do vínculo como o principal atributo no processo da
aprendizagem, caracterizando a formação do grupo operativo como uma
unidade de funcionamento na aplicação no campo psicoterapêutico e na
educação. A epistemologia genética idealizada por Piaget
complementa a terceira vertente no embasamento da Epistemologia
Convergente. Piaget iniciou seus estudos utilizando o método clínico ou
crítico, com o objetivo de observar à lógica, tanto nas ações como das
operações desenvolvidas e, na sequência de suas pesquisas, houve a
transformação dos testes psicométricos em provas operatórias para garantir a
intenção epistemológica e a hipótese diretriz de seus trabalhos. (Visca, 1987,
p.15).
A
Epistemologia Convergente procura compreender a contribuição dos aspectos
afetivos, cognitivos e do meio sócio educacional, no processo da aprendizagem
do indivíduo e as possíveis dificuldades apresentadas, tendo como base, a
integração dos conhecimentos da psicologia genética, da psicanálise e da
psicologia social. A articulação entre as dimensões afetivas e cognitivas
do indivíduo só se completam no estabelecimento da relação contínua dessas
dimensões com o meio onde o indivíduo vive, formando uma unidade, um sistema
com características únicas. É nesse patamar que o psicopedagogo precisa atuar,
ou seja, propiciar condições para que o aprendiz construa seu conhecimento
tomando como referencial uma postura reflexiva, isto é de revisão pessoal, visando
à possibilidade da construção de novos valores, de novas concepções. Outro
fator importante nessa construção é a mediação junto ao aprendiz, para que este
tenha a possibilidade de expressar suas ideias no grupo desbloqueando elementos
imobilizadores inconscientes que estiveram impedindo este crescimento pessoal.
A
estrutura do método contempla os seguintes itens (Visca, 1987).
1.
ENQUADRAMENTO
- Conhecer critérios teóricos para fixar o enquadramento psicopedagógico.
- Integrar os conhecimentos da epistemologia genética com os da psicologia dinâmica em função do enquadramento.
- Formar critérios de avaliação do agente corretor e do sujeito corrigido.
2. CONTRATO
- Conhecer os distintos tipos de contrato em função do tempo e do ambiente.
- Estabelecer critérios que permitam determinar relações entre o contrato e os princípios sanitaristas de promover saúde e prevenir a doença.
3.
DIAGNÓSTICO
- Conhecer os fundamentos do diagnóstico psicopedagógico.
- Criar critérios para a administração de uma bateria mínima.
- Capacitar para diagnosticar dificuldades de aprendizagem
4.
GNOSIOLOGIA
- Formar critérios de saúde e doença no campo psicopedagógico sobre a base de conceitos sociológicos, antropológicos, psicológicos e pedagógicos.
- Determinar distintas unidades de análise para estudar o vetor de personalidade da aprendizagem.
5. PROCESSO
CORRETOR
- Situar o papel do psicopedagogo no contexto dos profissionais.
- Conhecer os diferentes recursos da técnica em sua aplicação individual e grupal.
- Exercitar no manejo conceitual, emocional e prático de técnicas corretoras.
Visca (1985)
em seu livro “Clínica Psicopedagógica: epistemologia convergente” detalha o
processo a ser desenvolvido para garantir a fidedignidade dos procedimentos a
serem adotados no transcurso do Diagnóstico e Intervenção.
Um
recurso utilizado diz respeito às “Técnicas Projetivas Psicopedagógica – pautas
gráficas para sua interpretação” – que pretende investigar a dimensão da
afetividade no processo da aprendizagem, ou seja, o estabelecimento dos
vínculos e as circunstâncias dentre as quais esta construção se opera (Visca, 2008,
compilado por Rozenmacher).
A dimensão
cognitiva é fundamentada e detalhada no “Diagnóstico Operatório na Prática
Psicopedagógica” na descrição das provas operatórias elaboradas por Piaget e
seus colaboradores, entre eles, Balder Inhelder que se preocupou em na
formalização das provas com descrição didática destinada aos estudiosos da
Psicologia e Psicopedagogia, tanto em nível institucional como clínico
(Visca, 2008, compilado por Rozenmacher).
As duas
dimensões citadas acima serão descritas em material a parte, para possibilitar
o desenvolvimento da prática, com análise do conteúdo teórico.
Referências
Bibliográficas
VISCA, Jorge.
Clínica Psicopedagógica: Epistemologia Convergente. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1987.
VISCA,
Jorge. Técnicas Projetivas Psicopedagógicas e pautas gráficas para sua
interpretação. Buenos Aires: Visca & Visca, 2008.
VISCA,
Jorge. O Diagnóstico Operatório na prática Psicopedagógica. São José dos
Campos: Pulso, 2008.
terça-feira, 1 de maio de 2012
CÓDIGO DE ÉTICA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOPEDAGOGIA - ABPp
Reformulado pelo Conselho Nacional e Nato do biênio 95/96
CAPÍTULO I - DOS PRINCÍPIOS
Artigo 1º
A psicopedagogia é um campo de atuação em Saúde e Educação que lida com o
processo de aprendizagem humana; seus padrões normais e patológicos,
considerando a influência do meio _ família, escola e sociedade _ no seu
desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios da psicopedagogia.
Parágrafo único
A intervenção psicopedagógica é sempre da ordem do conhecimento relacionado com o processo de aprendizagem.
Artigo 2º
A Psicopedagogia é de natureza interdisciplinar. Utiliza recursos das várias áreas do conhecimento humano para a compreensão do ato de aprender, no sentido ontogenético e filogenético, valendo-se de métodos e técnicas próprios.
Artigo 3º
O trabalho psicopedagógico é de natureza clínica e institucional, de caráter preventivo e/ou remediativo.
Artigo 4º
Estarão em condições de exercício da Psicopedagogia os profissionais graduados em 3º grau, portadores de certificados de curso de Pós-Graduação de Psicopedagogia, ministrado em estabelecimento de ensino oficial e/ou reconhecido, ou mediante direitos adquiridos, sendo indispensável submeter-se à supervisão e aconselhável trabalho de formação pessoal.
Artigo 5º
O trabalho psicopedagógico tem como objetivo: (i) promover a aprendizagem, garantindo o bem-estar das pessoas em atendimento profissional, devendo valer-se dos recursos disponíveis, incluindo a relação interprofissional; (ii) realizar pesquisas científicas no campo da Psicopedagogia.
CAPÍTULO II - DAS RESPONSABILIDADES DOS PSICOPEDAGOGOS
Artigo 6º
São deveres fundamentais dos psicopedagogos:
A) Manter-se atualizado quanto aos conhecimentos científicos e técnicos que tratem o fenômeno da aprendizagem humana;
B) Zelar pelo bom relacionamento com especialistas de outras áreas, mantendo uma atitude crítica, de abertura e respeito em relação às diferentes visões do mundo;
C) Assumir somente as responsabilidades para as quais esteja preparado dentro dos limites da competência psicopedagógica;
D) Colaborar com o progresso da Psicopedagogia;
E) Difundir seus conhecimentos e prestar serviços nas agremiações de classe sempre que possível;
F) Responsabilizar-se pelas avaliações feitas fornecendo ao cliente uma definição clara do seu diagnóstico;
G) Preservar a identidade, parecer e/ou diagnóstico do cliente nos relatos e discussões feitos a título de exemplos e estudos de casos;
H) Responsabilizar-se por crítica feita a colegas na ausência destes;
I) Manter atitude de colaboração e solidariedade com colegas sem ser conivente ou acumpliciar-se, de qualquer forma, com o ato ilícito ou calúnia. O respeito e a dignidade na relação profissional são deveres fundamentais do psicopedagogo para a harmonia da classe e manutenção do conceito público.
Parágrafo único
A intervenção psicopedagógica é sempre da ordem do conhecimento relacionado com o processo de aprendizagem.
Artigo 2º
A Psicopedagogia é de natureza interdisciplinar. Utiliza recursos das várias áreas do conhecimento humano para a compreensão do ato de aprender, no sentido ontogenético e filogenético, valendo-se de métodos e técnicas próprios.
Artigo 3º
O trabalho psicopedagógico é de natureza clínica e institucional, de caráter preventivo e/ou remediativo.
Artigo 4º
Estarão em condições de exercício da Psicopedagogia os profissionais graduados em 3º grau, portadores de certificados de curso de Pós-Graduação de Psicopedagogia, ministrado em estabelecimento de ensino oficial e/ou reconhecido, ou mediante direitos adquiridos, sendo indispensável submeter-se à supervisão e aconselhável trabalho de formação pessoal.
Artigo 5º
O trabalho psicopedagógico tem como objetivo: (i) promover a aprendizagem, garantindo o bem-estar das pessoas em atendimento profissional, devendo valer-se dos recursos disponíveis, incluindo a relação interprofissional; (ii) realizar pesquisas científicas no campo da Psicopedagogia.
CAPÍTULO II - DAS RESPONSABILIDADES DOS PSICOPEDAGOGOS
Artigo 6º
São deveres fundamentais dos psicopedagogos:
A) Manter-se atualizado quanto aos conhecimentos científicos e técnicos que tratem o fenômeno da aprendizagem humana;
B) Zelar pelo bom relacionamento com especialistas de outras áreas, mantendo uma atitude crítica, de abertura e respeito em relação às diferentes visões do mundo;
C) Assumir somente as responsabilidades para as quais esteja preparado dentro dos limites da competência psicopedagógica;
D) Colaborar com o progresso da Psicopedagogia;
E) Difundir seus conhecimentos e prestar serviços nas agremiações de classe sempre que possível;
F) Responsabilizar-se pelas avaliações feitas fornecendo ao cliente uma definição clara do seu diagnóstico;
G) Preservar a identidade, parecer e/ou diagnóstico do cliente nos relatos e discussões feitos a título de exemplos e estudos de casos;
H) Responsabilizar-se por crítica feita a colegas na ausência destes;
I) Manter atitude de colaboração e solidariedade com colegas sem ser conivente ou acumpliciar-se, de qualquer forma, com o ato ilícito ou calúnia. O respeito e a dignidade na relação profissional são deveres fundamentais do psicopedagogo para a harmonia da classe e manutenção do conceito público.
CAPÍTULO III - DAS RELAÇÕES COM OUTRAS PROFISSÕES
Artigo 7º
O psicopedagogo procurará manter e desenvolver boas relações com os componentes das diferentes categorias profissionais, observando, para este fim, o seguinte:
A) Trabalhar nos estritos limites das atividades que lhes são reservadas;
B) Reconhecer os casos pertencentes aos demais campos de especialização; encaminhando-os a profissionais habilitados e qualificados para o atendimento;
CAPÍTULO IV - DO SIGILO
Artigo 8º
O psicopedagogo está obrigado a guardar segredo sobre fatos de que tenha conhecimento em decorrência do exercício de sua atividade.
Parágrafo Único
Não se entende como quebra de sigilio, informar sobre cliente a especialistas comprometidos com o atendimento.
Artigo 9º
O psicopedagogo não revelará, como testemunha, fatos de que tenha conhecimento no exercício de seu trabalho, a menos que seja intimado a depor perante autoridade competente.
Artigo 10º
Os resultados de avaliações só serão fornecidos a terceiros interessados, mediante concordância do próprio avaliado ou do seu representante legal.
Artigo 11º
Os prontuários psicopedagógicos são documentos sigilosos e a eles não será franqueado o acesso a pessoas estranhas ao caso.
CAPÍTULO V - DAS PUBLICAÇÕES CIENTIFICAS
Artigo 12º
Na publicação de trabalhos científicos, deverão ser observadas as seguintes normas:
a) A discordância ou críticas deverão ser dirigidas à matéria e não ao autor;
b) Em pesquisa ou trabalho em colaboração, deverá ser dada igual ênfase aos autores, sendo de boa norma dar prioridade na enumeração dos colaboradores àquele que mais contribuir para a realização do trabalho;
c) Em nenhum caso, o psicopedagogo se prevalecerá da posição hierarquia para fazer publicar em seu nome exclusivo, trabalhos executados sob sua orientação;
d) Em todo trabalho científico deve ser indicada a fonte bibliográfica utilizada, bem como esclarecidas as idéias descobertas e ilustrações extraídas de cada autor.
CAPÍTULO VI - DA PUBLICIDADE PROFISSIONAL
Artigo 13º
O psicopedagogo ao promover publicamente a divulgação de seus serviços, deverá fazê-lo com exatidão e honestidade.
Artigo 14º
O psicopedagogo poderá atuar como consultor científico em organizações que visem o lucro com venda de produtos, desde que busque sempre a qualidade dos mesmos.
CAPÍTULO VII - DOS HONORÁRIOS
Artigo 15º
Os honorários deverão ser fixados com cuidado, a fim de que representem justa retribuição ao serviços prestados e devem ser contratados previamente.
CAPÍTULO VIII - DAS RELAÇÕES COM SAÚDE E EDUCAÇÃO
Artigo 16º
O psicopedagogo deve participar e refletir com as autoridades competentes sobre a organização, implantação e execução de projetos de Educação e Saúde Pública relativo às questões psicopedagógicas.
CAPÍTULO IX - DA OBSERVÂNCIA E CUMPRIMENTO DO CÓDIGO DE ÉTICA
Artigo 17º
Cabe ao psicopedagogo, por direito, e não por obrigação, seguir este código.
Artigo 18º
Cabe ao Conselho Nacional da ABPp orientar e zelar pela fiel observância dos princípios éticos da classe.
Artigo 19º
O presente código só poderá ser alterado por proposta do Conselho da ABPp e aprovado em Assembléia Geral.
CAPÍTULO X - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 20º
O presente código de ética entrou em vigor após sua aprovação em Assembléia Geral, realizada no V Encontro e II Congresso de Psicopedagogia da ABPp em 12/07/1992, e sofreu a 1ª alteração proposta pelo Congresso Nacional e Nato no biênio 95/96, sendo aprovado em 19/07/1996, na Assembléia Geral do III Congresso Brasileiro de Psicopedagogia da ABPp, da qual resultou a presente solução.
Cabe ao psicopedagogo, por direito, e não por obrigação, seguir este código.
Artigo 18º
Cabe ao Conselho Nacional da ABPp orientar e zelar pela fiel observância dos princípios éticos da classe.
Artigo 19º
O presente código só poderá ser alterado por proposta do Conselho da ABPp e aprovado em Assembléia Geral.
CAPÍTULO X - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 20º
O presente código de ética entrou em vigor após sua aprovação em Assembléia Geral, realizada no V Encontro e II Congresso de Psicopedagogia da ABPp em 12/07/1992, e sofreu a 1ª alteração proposta pelo Congresso Nacional e Nato no biênio 95/96, sendo aprovado em 19/07/1996, na Assembléia Geral do III Congresso Brasileiro de Psicopedagogia da ABPp, da qual resultou a presente solução.
FONTE http://www.eticus.com/documentacao.php?tema=3&doc=263
segunda-feira, 23 de abril de 2012
O QUE NÓS ENSINAM OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO XXI?
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/artigos/os-pilares-da-educacao.php
REFERÊNCIA BIBLIOGRAFIA
DELORS, Jacques.Educação: Um Tesouro a Descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre educação para o século XXI - 6 Edição. - São Paulo:UNESCO, MEC, Editora Cortez, Brasília, DF, 2001, p. 82-104.
Márcia Regina Cabral
RESUMO
Renovam-se, periodicamente, no mundo, os métodos pedagógicos,
em razão da conquista do conhecimento nas suas diferentes áreas.
Nos últimos anos, a valiosa contribuição da psicologia
infantil abriu espaços para mais profundo e claro entendimento em torno
das possibilidades de aprendizagem da criança, ensejando novas técnicas
para a educação. A analogia com a prática pedagógica
se mostra quando diz que a educação deve preocupar-se em desenvolver
quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo
os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, indica o interesse, a abertura
para conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender
a fazer, mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na
busca de acertar; aprender a conviver, aqui temos o desafio da convivência
que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como
caminho do entendimento e, finalmente; aprender a ser, visto, talvez, como
o mais importante, por explicitar aí o papel do cidadão e o
objetivo de viver. Palavra chave: Aprendizagem, Desafios, Educação.
1-INTRODUÇÃO
Vivemos em uma sociedade que está experimentando mudanças radicais.
O pior é que a velocidade com que essas mudanças estão
acontecendo é algo brutal. Não podemos deixar de compreender
que mudanças, geram mudanças. Como a velocidade das mesmas,
nesse mundo globalizado, é intensa, a sociedade está em constante
mudança em um ritmo cada vez mais acelerado. Ao longo dos anos a Educação
evoluiu e continua a evoluir, e este processo pode ser compreendido na visão
de pensadores e filósofos, que através de suas teorias, visam
uma melhoria constante do ensino. Sabemos que alguns dos pressupostos didáticos
atualmente adotados não são construções inteiramente
recentes, mas foram elaborados pelos educadores ao longo do tempo, e reformulados
a partir de um processo contínuo de reflexão-ação.
Toda teoria pedagógica tem seus fundamentos baseados num sistema filosófico.
É a Filosofia que, expressando uma concepção de homem
e de mundo, dá sentido à Pedagogia, definindo seus objetivos
e determinando os métodos da ação educativa. Nesse sentido,
não existe educação neutra. Ao trabalhar na área
da educação, é sempre necessário tomar partido,
assumir posições. E toda escolha de uma concepção
de educação é, fundamentalmente, o reflexo da escolha
de uma filosofia de vida.
2-OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO
A educação não serve, apenas, para fornecer pessoas
qualificadas ao mundo da economia: não se destina ao ser humano enquanto
agente econômico, mas enquanto fim último do desenvolvimento.
Desenvolver os talento e as aptidões de cada um correspondente, ao
mesmo tempo, á missão fundamentalmente humanista da educação,
á exigência de equidade que deve orientar qualquer politica educativa
e as verdadeiras necessidades de um desenvolvimento endógeno, respeitador
do meio ambiente humano e natural, e da diversidade de tradições
e de culturas. E mais especialmente, se é verdade que a formação
permanente é uma idéia essencial dos nossos dias, é preciso
inscrevê-la, para além de uma simples adaptação
ao emprego, na concepção mais ampla de uma educação
ao longo de toda a vida, concebida como condição de desenvolvimento
harmonioso e contínuo da pessoa. (DELORS. 2001. p 85)
Nessa visão prospectiva, uma resposta puramente quantitativa à
necessidade insaciável a educação - uma bagagem escolar
cada vez mais pesada - já não é possível nem mesmo
adequada. Não basta, de fato, que cada um acumule no começo
da vida uma determinada quantidade de conhecimentos de que possa abastecer-se
indefinidamente. É, antes, necessário estar à altura
de aproveitar e explorar, do começo ao fim da vida, todas as ocasiões
de atualizar, aprofundar e enriquecer estes primeiros conhecimentos, e de
se adaptar a um mundo de mudanças.
Segundo Delors 2001; Aponta "como principal conseqüência
da sociedade do conhecimento a necessidade de uma aprendizagem ao longo de
toda vida, fundamentada em quatro pilares, que são, concomitantemente,
pilares do conhecimento e da formação continuada.".
É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir,
construir e reconstruir o conhecimento para que não seja passageiro,
que se mantenha através do tempo, que valorize a curiosidade, a autonomia
e a atenção, permanentemente. É preciso também
pensar o novo, reconstruir o velho, reinventar o pensar. Precisamos cada vez
mais na educação de uma resposta quantitativa a necessidade
de aprendizagem.
Uma bagagem escolar cada vez maior, mas não basta de fato, que cada
um acumule no começo da vida uma quantidade de conhecimentos de que
possa abster-se indefinidamente. É, antes, necessário estar
a altura de aproveitar e explorar, do começo ao fim da vida, ocasião
para aprofundar e enriquecer seus conhecimentos e adaptar-se a um mundo de
mudanças. Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões,
a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens
fundamentais que, ao longo de toda vida, serão para o indivíduo,
os pilares do conhecimento:
Aprender a Fazer
Diante da rapidez que as evoluções estão ocorrendo em
nosso mundo moderno, logo o aluno se perguntará: Porque aprendi tudo
isso? Para mais nada me serve, porque já está desatualizado.
A comissão demonstrou essa preocupação ao citar:
Embora o Aprender Ser e Aprender a Fazer são indissociáveis,
queremos destacar que o Aprender a Fazer está mais relacionado a questão
da formação profissional. A questão que precisa ser respondida
pelo professor é: Como ensinar ao aluno a pôr em prática
os seus conhecimentos e, também, como adaptar a educação
ao trabalho futuro quando não se pode prever qual será a sua
evolução? (DELORS, 2001)
Devemos destacar que o Aprender a Fazer não pode, pois, continuar
a ter significado simples de preparar alguém para uma tarefa material
bem determinada, para fazê-lo participar do fabrico de alguma coisa.
Aprender a Conhecer
O conhecimento não vem de fora, é um processo de construção
e reconstrução interior. Não está nos livros,
nos computadores, mas nas mentes das pessoas. A verdadeira aprendizagem é
a construção ativa de conhecimentos realizada pelo sujeito que
aprende. Não há aprendizagem sem que o aprendiz seja o sujeito
ativo do processo, e a aprendizagem será tanto maior e melhor quanto
mais ativo ele for.
Aprender a conhecer, isto é adquirir os instrumentos da compreensão;
aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver
juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades
humanas; finalmente aprender a ser, via essencial que integra as três
precedentes. (DELORS 2001, p. 89-101).
Aprender a Viver Juntos, Aprender a Viver Com os Outros
Fazparte da educação, aprender a lidar com pessoas diferentes,
tratar de assuntos relevantes, não falar mal dos outros, não
usar a força para resolver conflitos, demonstrar gentileza e sinceridade
no tratamento com os colegas e professores. É justamente na escola
que os alunos aprendem as regras básicas de convivência em sociedade.
O que cada professor precisa fazer é abrir espaço a fim de que
eles aprendam a conviver, se conheçam e se respeitem. Para que todos
possam viver juntos e aprender a viver com os outros, a educação
tem um papel importantíssimo, e um grande desafio, já que a
opinião pública toma conhecimento através dos meios de
comunicação e nada pode fazer.
Aprender a Ser
Se o aluno não estiver preparado para compreender que a educação
deve em princípio mudar a sua vida, o seu caráter, para depois
servir aos outros, então ela falhou. Ela será apenas um instrumento
do egoísmo para dominar aos outros.. Educação deve contribuir
para o desenvolvimento total da pessoa, espírito e corpo, inteligência,
sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade.
Todos os seres humanos devem ser preparados pela educação que
recebem para agir nas diferentes circunstâncias da vida. Só que
para isso cada um deverá ter pensamentos autônomos e críticos,
personalidade própria. Portanto a educação deve preparar
as crianças e os jovens para possíveis descobertas e de experimentação.
CONCLUSÃO
A educação não se apóia exclusivamente, numa
fase da vida ou num único lugar. Os tempos e as áreas da educação
devem ser repensados, completar-se e interpenetrar-se de maneira a que cada
pessoa, ao longo de toda a sua vida, possa tirar o melhor partido de um ambiente
educativo em constante ampliação.
Com base nos quatro pilares da educação, compreendemos que
profundas mudanças precisam ocorrer no sistema de ensino secular. Pode
levar algum tempo para aceitarmos que só se aprende participando, vivenciando,
tomando atitudes diante dos fatos, escolhendo procedimentos para atingir determinados
objetivos. Não se ensina só pelas respostas dadas, mas principalmente
pelas experiências proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação
desencadeada.
REFERÊNCIA BIBLIOGRAFIA
DELORS, Jacques.Educação: Um Tesouro a Descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre educação para o século XXI - 6 Edição. - São Paulo:UNESCO, MEC, Editora Cortez, Brasília, DF, 2001, p. 82-104.
Márcia Regina Cabral
Fonte: www.webartigos.com
O ENSINO POR COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
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